Não que tenha sido um domínio de saltar aos olhos, mas a Mercedes manteve o ritmo que a F1 de 2014 lhe proporcionou e liderou as ações no treino que deu o pontapé para a terceira etapa do Mundial. Nesta sexta-feira (4) já à tarde no Bahrein, Lewis Hamilton bateu Nico Rosberg por 0s231 para ficar com seu nome no topo da tabela de tempos.
A terceira posição não ficou com um carro empurrado pela montadora alemã homônima da equipe nem com a evoluída Red Bull. Fernando Alonso fez sua parte, mas vai ser lembrado nesta sessão pela patacoada protagonizada pela Ferrari, que teve leve dificuldade para ver o que é um pneu amarelo e outro branco, misturando-os no carro do espanhol. Nico Hülkenberg terminou em quarto, sempre aparecendo bem, e Jenson Button completou o grupo dos cinco primeiros com uma McLaren que parece discreta.
Na Williams com um pouquinho de Brasil, iá-iá, Felipe Nasr fez sua estreia com um carro de F1 em um fim de semana de GP. Terminou sua participação em 13º, duas posições acima do titular e xará Massa.
Os carros foram à pista assim que as luzes verdes piscaram na saída dos boxes, com Caterham, Toro Rosso, Marussia e até Vettel sentindo seus carros na volta de instalação. Quando deu uns 5 minutos de treino, Rosberg saiu e reclamou de pronto com a equipe: “Perdi potência”; aos 12, Magnussen relatou com afinco um problema com os freios. Não estava muito fácil, pois, aos pilotos de Mercedes e McLaren, respectivamente.
Os pilotos ‘extras’ foram aqueles responsáveis pelas primeiras voltas cronometradas. O ótimo Robin Frijns, de Caterham, marcou 1min44s052 como sua primeira volta, logo superado por Nasr. Com a Williams que pertence a Valtteri Bottas, o brasileiro fez 1mins41s311 para constar em suas anotações. Giedo van der Garde era o terceiro da turma, andando com a obesa e plúmbea Sauber.
Treino vai, treino vem, 22 minutos, e eis que apareceu o novo líder: Rosberg, aquele que tinha problemas de potência. Mas o recuperado alemão foi superado logo na sequência pelo companheiro Hamilton, 1min38s395, trazendo à baila Hülkenberg – aquele para quem não dão um carro de ponta que lhe permita brigar pelo título.
A bem da verdade, o treino não foi. Por muito tempo, as atividades estiveram longe de ser intensas, restando à TV buscar a indignação de Adrian Sutil e os boxes da Williams, por exemplo. O alemão, aliás, não anda muito feliz com a F1: depois de dizer que mal se hidratava para evitar carregar peso no carro, teve de esperar a Sauber resolver um problema técnico para poder ir à pista, pouco depois da metade do tempo da sessão.
Foi neste momento que aconteceu o momento pastelão: a Ferrari liberou Alonso para sair. O espanhol andou uns 50 metros e parou bruscamente. Os mecânicos foram buscá-lo para recolher o carro. Problema técnico? Nova espécie de teste de largada? Não: a equipe simplesmente colocou um pneu duro (faixa branca) do lado esquerdo e um macio (amarela) do direito.
O último a marcar tempo foi Massa. Melhor dos treinos coletivos na pré-temporada, o brasileiro colocou-se em oitavo, 1s138 atrás de Hamilton, e foi sua melhor passagem naquele stint.
Mudanças só foram acontecer na tabela de tempos quando Alonso, devidamente monocromático em seus pneus, cravou 1min37s953. Hülk – que tem feito grandes disputas com o próprio Alonso desde o meio da temporada passada – veio na cola. Rosberg, então, se animou, voltou à pista e marcou 1min37s733. Hamilton acabou com a brincadeira na sequência e botou ordem na casa mercediana: 1min37s502.
Vettel fez um treino pra lá de discreto, lembrando até os tempos em que a Red Bull esteve em Sakhir fazendo a pré-temporada: décima colocação, logo à frente de Massa. Nasr ficou meio segundo atrás do compatriota/companheiro.
A próxima sessão no Bahrein acontece ao meio-dia (de Brasília), quando o sol começa a se pôr e dá lugar à noite.